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Cultura

Em comemoração aos 30 anos do personagem, editora lança livro com todas as tiras já publicadas do Garfield.

Garfield

Esta é uma ótima notícia para os fãs do gato mais preguiçoso e comilão do mundo, que agora podem ter num só volume todas as tiras do Garfield.

Garfield – Série Ouro conta com as 2.582 tiras, organizadas na mesma ordem em que foram publicadas nos jornais, permitindo observar a evolução do traço de Jim Davis.

O título é comemorativo aos 30 anos do personagem, completados em 2008 e reúne os dez volumes de Garfield já publicados pela editora.

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Assim como a história e a língua, o folclore é um conjunto de manifestações da cultura popular, que retratam os costumes e exprime a alma e o sentimento de uma nação.

Apenas para termos uma idéia, o carnaval é um bom exemplo do nosso folclore.

Folclore brasileiro

História

Até o século XVIII, a elite considerava as manifestações da cultura popular, fossem danças ou lendas, como produtos da fala de conhecimento e ignorância, mas a partir do século XIX, alguns estudiosos passaram a valorizar certas criações populares e a partir daí, o folclore se tornou universal, constituído pela literatura, pela música, pela dança e outras criações materiais.

No Brasil, o folclore ganhou bastante força devido à contribuição de quatro grandes fontes: a cultura negra, a cultura indígena, a cultura portuguesa e posteriormente, as diversas culturas trazidas pelos imigrantes, como por exemplo, a cultura japonesa.

Muitas dessas manifestações populares foram transmitidas principalmente por via oral e passadas de geração em geração.

Danças folclóricas brasileiras

As danças folclóricas brasileiras são fruto da união de três culturas – a indígena, a negra e a européia.

Um dos elementos comuns entre as danças é o cortejo, originário das procissões jesuíticas e dos cortejos dos africanos.

Entre as principais danças folclóricas, podemos citar os pastoris (lapinha e pastoris), as cheganças (marujada ou fandango, chegança de mouros), os reisados (bumba-meu-boi ou boi-bumbá), o maracatu, a dança dos caboclinhos, o coco, o cateretê, a ciranda, a congada e as festas como a do Divino Espírito Santo, as festas juninas e o próprio carnaval.

Lendas

As lendas são outra parte interessante do nosso folclore. Graças às lendas indígenas e africanas e também às fábulas, nosso folclore permanece vivo até hoje.

São tantas lendas espalhadas pelo país, que se torna uma tarefa impossível fazer uma lista com todas elas.

Veja as principais lendas folclóricas no Brasil:

  • Boitatá: Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como “fogo que corre”.
  • Boto: Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
  • Curupira: Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.
  • Iara: Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d’água: a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.
  • Lobisomem: Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.
  • Mãe-de-ouro: Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.
  • Mula-sem-cabeça: Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.
  • Pisadeira: É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.
  • Saci Pererê: O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.

Ainda dentro deste assunto, não podemos deixar de falar das crendices e superstições populares. Algumas continuam bem presentes nos dias de hoje:

  • Derramar pó de café é zanga na certa;
  • Colher caindo no chão é visita de mulher;
  • Agouros como o número 13, a sexta-feira, e o gato preto.

Músicas folclóricas

No Brasil são inúmeras manifestações de música como as cantigas de roda e os jograis. De acordo com o folclorista Luís da Câmara Cascudo, a música folclórica brasileira se divide em nove áreas:

  1. Amazônica;
  2. Autos, principalmente em Alagoas e Sergipe (cheganças e fandangos), negra (congos e quilombos), ameríndia (caboclinhos e caiapós) ou cabocla (bumba-meu-boi);
  3. Cantoria e sertão nordestino;
  4. Coco, no litoral nordestino;
  5. Fandango, no litoral dos estados do sul (chimarrita, anu e quero-mana);
  6. Gaúcha, na região dos pampas (desafios, ou cantos às porfias);
  7. Moda de viola, de São Paulo ao para o centro e sul do país;
  8. Modinha, nos centros urbanos mais antigos (choro);
  9. Samba, da zona agrícola da Bahia até São Paulo.

Cantigas de roda

Atirei o pau no gato

Atirei o pau no gato, tô
mas o gato, tô tô
não morreu, reu, reu
dona Chica, cá cá
admirou-se, se se
do berrô, do berrô, que o gato deu, Miau!

Capelinha de melão

Capelinha de melão
É de São João
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão
São João está dormindo
Não acorda, não
Acordai, acordai,
Acordai, João!

Ciranda cirandinha

Ciranda, cirandinha
vamos todos cirandar
vamos dar a meia-volta
volta e meia vamos dar
O anel que tu me deste
era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
era pouco e se acabou
Por isso, D. Fulano
entre dentro dessa roda
diga um verso bem bonito
diga adeus e vá-se embora
A ciranda tem três filhas
Todas três por batizar
A mais velha delas todas
Ciranda se vai chamar

Escravos de Jó

Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, bota, deixa o Zé Pereira ficar.
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá.

Parlendas

Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis.

Como podemos ver, o folclore é responsável por diversas manifestações culturais do Brasil.

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Se você gosta de músicas, brincadeiras, quadrilha e comidas típicas, a Festa Junina é um prato cheio.

Tradicionalmente comemorada no mês de junho, a Festa Junina foi trazida pelos portugueses, mas logo foi incorporada aos costumes dos negros e dos povos indígenas.

A Festa Junina no Brasil acontece desde 1583, em comemoração aos santos católicos, Santo Antonio, São João, São Pedro e São Paulo.

A contribuição dos brasileiros à Festa Junina foi principalmente na alimentação, quando foram introduzidos alguns alimentos como o milho, o aipim, o jenipapo e o leite de coco, e também nos costumes, como o boi-bumbá e a quadrilha.

Além das comidas e danças, na Festa Junina também tem espaço para a fogueira e os fogos de artifício.

Festa Junina

Brincadeiras de Festa Junina

As brincadeiras são a parte mais divertida da Festa Junina. Lembro-me que quando criança sempre tinha alguém que me mandava para a cadeia, hehehe.

  • Cadeia – a cadeia é a sua chance de se livrar daquele (a) chato (a) que não sai do seu pé. Você paga e os policiais prendem quem está te incomodando. É você quem decide por quanto tempo o sujeito fica preso.
  • Correio elegante – se a cadeia serve para tirar alguém do seu pé, o correio elegante já é muito útil para mandar uma mensagem para alguém que você quer namorar.
  • Jogo da argola – cada pino corresponde a um prêmio diferente. O jogador escolhe o presente que quer ganhar e tenta acertar uma argola no pino correspondente.
  • Pau-de-sebo – imagine subir num tronco de árvore fino, sem galhos e, ainda por cima, completamente liso. Essa brincadeira não é mole não! Mas mesmo assim, vale a pena tentar, pois costumam dizer que é no topo dele que costuma ficar o melhor brinde do arraiá…
  • Pescaria – pode ser na água ou na areia. Os pescadores têm que conseguir pegar os peixes, que correspondem a diferentes brindes.
  • Tiro ao alvo – para os bons de mira, tem tiro ao alvo de todo tipo: latas empilhadas, boca do palhaço, alvo redondo… É claro que quem conseguir acertar o alvo leva o prêmio.

Músicas de Festa Junina

As músicas mais utilizadas para dançar em festas juninas são o forró, assim como o xote, o baião, o reisado e as cantigas. Entre as cantigas mais conhecidas estão;

  • Balãozinho;
  • Cai, Cai, Balão;
  • Capelinha de Melão – de João de Barros e Adalberto Ribeiro;
  • Pedro, Antonio e João – de Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago;
  • Pula Fogueira – de João B. Filho;
  • Sonho de Papel – de Carlos Braga e Alberto Ribeiro.

Quadrilha

Originalmente francesa, a quadrilha se tornou uma dança tradicional da Festa Junina, com ritmo sempre alegre e movimentada.

Cada região possui seu próprio tipo de quadrilha, mas a forma mais praticada no Brasil é a quadrilha caipira, surgida no interior de São Paulo, na qual os participantes se caracterizam como caipiras, com movimentos marcados por um mestre-de-cerimônias e que termina com uma cerimônia de casamento muito engraçada, com direito a noivos, padres e convidados.

Veja o que significa cada um dos passos de quadrilha:

  • Anavan – quer dizer ir em frente, caminhar agitando os braços para cima.
  • Balancê – significa balançar o corpo no ritmo da música, sem sair do lugar.
  • Caminho da roça – damas e cavalheiros formam uma fila indiana, e caminham, dançando.
  • Caracol – todos formam uma fila indiana e começam a enrolar a fileira, no sentido do centro da roda, como um caracol. Quando o marcador diz “desviar”, o caracol começa a rodar ao contrário, para se desfazer.
  • Coroar cavalheiros – as damas erguem os braços sobre as cabeças dos cavalheiros.
  • Coroar damas – os cavalheiros erguem os braços sobre as cabeças das damas.
  • Cumprimento aos cavalheiros – as damas vão até os cavalheiros e os cumprimentam, abaixando-se e segurando os vestidos pelas pontas.
  • Cumprimento às damas – dançando, os cavalheiros vão até as damas e fazem uma reverência.
  • Damas e cavalheiros, atenção para a troca – este comando significa que as damas devem ir para o centro e os cavalheiros, para o lado de fora do círculo (ou vice-versa).
  • Despedida – os pares saem da pista de dança, acenando para o público, às vezes, em passo de galope.
  • Grande roda – é quando damas e cavalheiros formam uma grande roda, de mãos dadas. Ao comando, as damas podem ter que ir ao centro, depois os cavalheiros, e assim por diante.
  • Olha a chuva – damas e cavalheiros devem colocar as mãos sobre a cabeça, para se proteger da chuva. Quando o marcador diz “é mentira”, eles podem abaixar as mãos.
  • Olha a cobra – todo mundo deve pular, para evitar o perigo da cobra. No pulo, os pares giram no ar, e voltam a caminhar no sentido contrário ao que estava indo. Quem comanda costuma dizer “é mentira!”, e então todos dão outro pulo, girando, e voltam a caminhar no sentido inicial.
  • Passeio na roça – é o ato de ficar passeando em círculos.
  • Returnê – é o comando para retornar aos lugares, depois de um determinado passo.
  • Trocar de cavalheiro – é como trocar de dama, só que quem anda são as meninas, não os meninos.
  • Trocar de dama – os cavalheiros dão um passo à frente, pegando a dama seguinte. Repete-se o passo até que se volte ao par inicial.
  • Túnel – os pares formam uma fila. Damas e cavalheiros ficam de frente um para o outro, segurando as mãos, no alto, formando um túnel. O último casal da fila passa por dentro do túnel. Um a um, todos os pares devem fazer o mesmo.
  • Tur – é uma volta que o casal dá junto, pela direita.

Roupas para Festa Junina

Entre as roupas mais usadas para comemorar a Festa Junina e dançar quadrilhas estão as roupas remendadas, saias rodadas, camisas xadrez e chapéus de palha.

Caprichar na maquiagem também deixa a sua festa muito divertida.

Agora é só cair na festa…

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Cultura de Israel

por Paulo9-abr-08

em Cultura

Após quase dois mil anos de dispersão por todo o mundo, o povo hebreu fundou em 14 de maio de 1948 um estado próprio na Palestina, região que já tinha ocupado na antigüidade.

Apesar de ser considerada a Terra Santa, Israel e principalmente sua capital Jerusalém, tem sido palco de um grande e longo conflito religioso entre judeus e muçulmanos. Mas disputas religiosas e políticas à parte, vamos conhecer mais sobre a cultura de Israel.

Israel - Jerusalém

A cultura de Israel

A cultura de Israel foi historicamente prejudicada devido ao conflito com os árabes, mas mesmo assim, o estado tem garantido uma liberdade de culto a todas as religiões. O que em minha opinião, enriquece sua cultura.

Parte da cultura de Israel perdeu-se durante o período em que povo esteve disperso, mas por outro lado recebeu uma contribuição das culturas em que os israelenses viveram neste período.

Educação

O ensino é obrigatório e gratuito dos 5 aos 15 anos de idade, onde há escolas especiais que são encarregadas de integrar os imigrantes adultos. Entre as instituições educacionais, podemos destacar a Universidade Hebraica de Jerusalém, fundada em 1925, a de Tel Aviv e o Instituto Hebraico de Tecnologia, fundado em 1924.

Música

Um grande destaque na cultura de Israel e que permanece até hoje é a música erudita, que tem na Orquestra Filarmônica de Israel, um reconhecimento internacional, já que é considerada uma das melhores do mundo.

Artes

Nas artes, a cultura de Israel recebeu uma forte influência da arte européia, embora tenham surgido movimentos específicos de Israel.

Literatura

A literatura ainda busca um caminho que combine a expressão judaica com as questões contemporâneas de Israel. Entre tantos nomes importantes da literatura, podemos citar os poetas Abraham Shlonsky e Shmuel Yosef Agnon, Prêmio Nobel de 1966.

Há de se destacar ainda na literatura, os seus principais jornais, Yedioth Ahronoth, o Maariv e o Haaretz e a revista Ho!, veiculados em hebraico e em árabe.

Entre as instituições culturais estão a Academia da Língua hebraica, fundada em 1954, e a Academia de Ciências e Humanidades de Israel, criada em 1960.

Esporte

Assim como em outros países, o esporte está presente na cultura de Israel. O futebol e o basquete são dois esportes bastante populares, mas Israel tem alcançado bons resultados em outras modalidades como o handebol e o atletismo, tendo conquistado 6 medalhas nas Olímpiadas.

Apesar de toda sua história e cultura vivida na antigüidade, Israel é uma nação que ainda luta para reconquistar sua identidade.

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O significado da páscoa e os simbolos

por Paulo10-mar-08

em Cultura

Estamos chegando na época da Páscoa. Uma época em que aproveitamos a oportunidade para um encontro familiar, para a celebração e para a alegria.

Coelho da Pascoa

Para os cristãos, a Páscoa significa a vitória sobre a morte e a celebração pela ressurreição de Cristo. Já para os judeus, representa a libertação da escravidão no Egito.

No livro do Êxodo (Ex 12:11) a páscoa é instituída e relacionada à noite em que Deus feriu os primogênitos do Egito e poupou as casas dos israelitas, cujas ombreiras das portas estavam marcadas com o sangue do cordeiro pascal. Portanto a Páscoa judaica coincidiu com a ressurreição de Cristo.

Por isso, a Páscoa é sinônimo de alegria!

Não importa se você vai ficar em casa ou viajar, o que importa é celebrar a Páscoa, principalmente se for ao lado da família, dos amigos ou da pessoa amada.

Os símbolos da Páscoa

  • Círio Pascal – Celebração da Igreja Católica que comemora a morte e a ressurreição de Cristo;
  • Cordeiro Pascal – De acordo com o Antigo Testamento, no período em que ocorreram as sete pragas do Egito, enviadas por Deus para obrigar o faraó a libertar os judeus da escravidão, o sangue de cordeiro foi usado para marcar as portas onde haviam os filhos primogênitos dos hebreus. Este foi o sinal para que Deus poupasse a casa da morte das crianças. Além disso, os cordeiros eram usados pelos judeus para fazer sacrifícios ao Senhor. Por isso, Jesus Cristo afirmou ser o Cordeiro de Deus, pois sacrificou a si mesmo para redimir os pecados dos seres humanos;
  • Coelho – Para muitos povos da antiguidade, o coelho é símbolo de fertilidade, onde a Páscoa representa o início de uma nova etapa, e uma boa época para começar todos os projetos do ano, com a esperança de bons resultados;
  • Ovo – Este símbolo é uma herança de muitos povos. Os escandinavos se presenteavam com ovos para comemorar um novo ciclo, e os anglo-saxônicos tinham o costume de esconder ovos de Páscoa no jardim para as crianças.
    Os ovos passaram a ser de chocolate no século XVIII, provavelmente na Holanda, onde nasceu também a mistura de cacau, leite e açúcar. A idéia foi importada pelo Brasil, e hoje, o país é o segundo maior consumidor de ovos de chocolate do mundo.

Eu costumo passar a Páscoa com a minha família, saboreando um belo bacalhau e me deliciando com um pouco, só um pouco, de chocolate crocante.

E você, como costuma passar a sua Páscoa?

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Faraós do antigo Egito: Akhenaton

por Paulo24-fev-08

em Cultura

A civilização do antigo Egito é uma das mais fascinantes de se estudar, devido principalmente a vida dos faraós e a construção das pirâmides.

Se você também gosta de história, conheça um pouco sobre Akhenaton, o faraó do Sol.

Akhenaton (1388-1358 a.C.), faraó da XVIII dinastia, era também chamado por Amenófis IV e Amenhotep IV e foi sem dúvida alguma um personagem muito importante dentro do Egito, como podemos conferir em livros de história egípcia.

Filho de Amenófis III, 9º rei da XVIII dinastia e da rainha Tiye, casou-se com Nefertiti (a bela que chegou), provavelmente quando ainda eram crianças, pois se supõe que já era casado quando subiu ao trono do Egito.

Akhenaton

Foto: Museu do Cairo, Egito

Passou a reinar por volta de 1379 a.C, e em seu reinado houve grandes realizações como a construção de uma nova capital e uma ampla reforma nas artes e na religião. Essa reforma religiosa caracterizou seu reinado, e estabeleceu uma nova forma de culto no qual Aton, substituiu os outros deuses egípcios, principalmente Amon, dando assim as costas aos velhos deuses do Egito.

Com isso criou o primeiro credo monoteísta de que se tem conhecimento. O alicerce dessa nova religião expressava-se na gratidão do ser humano para com o deus Aton que com seu calor dava vida a todos os homens e animais. O novo faraó adorava Aton com ardor, pois o considerava um deus único e para adorá-lo, entre outras coisas, recitava hinos e poemas à Aton.

Além da religião Akhenaton transferiu a capital do Egito para Aketaton, o horizonte de Aton, atualmente Tell al-Amarna, e como um adorador do sol, os templos construídos em Amarna eram sem teto, pois realizavam seus rituais sob a luz do sol.

Akhenaton

Foto: Museu de Luxor, Egito

Toda essa transformação causou um grande conflito com os sacerdotes tebanos e seus cortesãos, que não aceitavam a idéia de abandonar a adoração ao deus Amon, que por centenas de anos prevalecera como deus soberano em todo o Egito.

Akhenaton também modificou a arte egípcia, que passou a ter um caráter mais naturalista ao invés do tradicional caráter hierático, ou seja, objetos, esculturas e pinturas com inspiração nas plantas, flores e pássaros.

Após a sua morte, o Egito abandonou o culto a Aton e retornou à antiga religião. Os inimigos de Akhenaton destruíram suas estátuas e seus monumentos e procuraram apagar todos os registros históricos do Egito que testemunhassem a sua existência.

Mas é quase impossível encontrar dois pesquisadores que concordem sobre os fatos acontecidos durante esse período turbulento da fascinante civilização egípcia.

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Quem foi Zumbi dos Palmares?

por Paulo18-fev-08

em Cultura

Você não precisa saber a biografia completa de Zumbi dos Palmares, mas é importante saber ao menos quem foi maior líder negro brasileiro.

Zumbi dos Palmares

Zumbi nasceu no quilombo dos Palmares em 1655. Ainda pequeno foi entregue ao padre Antonio Melo, que o batizou com o nome de Francisco e o alfabetizou em latim e português.

Inconformado com a condição de escravo, Zumbi fugiu e retornou a Palmares. A partir daí passou a lutar contra o regime de escravidão e se tornou o líder mais importante do movimento negro no Brasil.

Em sua luta em defesa dos negros, Zumbi ficou conhecido por sua liderança e inteligência em táticas de guerrilhas, que o ajudou a resistir por muitos anos às investidas dos portugueses.

Em 1694, sobreviveu a destruição do quilombo junto a um pequeno grupo, mas em 20 de novembro de 1695, Zumbi foi traído e morto por um de seus antigos companheiros.

Atualmente o Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

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Harry Potter – Resumo de livros

por Paulo16-fev-08

em Cultura

No mercado editorial, Harry Potter é considerado um fenômeno. Em cada lançamento de seus livros, um novo recorde é quebrado.

Livros do Harry Potter

Até o sexto livro da série tinham sido vendidos mais de 325 milhões de cópias em todo o mundo, 2,5 milhões só no Brasil.

Para se ter uma idéia, no lançamento oficial do seu sétimo livro nos EUA, foram vendidas mais de oito milhões de unidades apenas no primeiro dia.

Isso é uma prova de que as histórias escritas pela britânica J. K. Rowling faz grande sucesso por onde passa.

Se você é um fã da série, confira o resumo de livros.

1. Harry Potter e a Pedra Filosofal – 1997

O primeiro livro da série prepara seus leitores para entrarem no mundo da magia, com sonhos e feitiços, que só se aprendem em Hogwarts.

Harry Potter é um garoto que perdeu seus pais, quando ele ainda era um bebê. Depois foi adotado por seus tios e durante toda sua infância, foi maltratado pelo seu primo e seus tios.

Sua vida começa a mudar, quando a partir do seu 11º aniversário, Potter desliza por um buraco e é conduzido a um mundo mágico, onde descobre seu destino e sua verdadeira história. Na escola de Hogwarts, Harry passa a ser um aprendiz de feiticeiro, para um dia enfrentar a pior força do mal da sua vida, o assassino dos seus pais.

J. K. Rowling, com inteligência e criatividade conseguiu criar um clássico, com uma obra que reúne fantasia e suspense num universo original atraente para crianças, adolescentes e adultos.

2. Harry Potter e a Câmara Secreta – 1998

No segundo livro da série, Potter e seus amigos Rony e Hermione, terão que enfrentar os terríveis perigos que rondam a escola Hogwarts de Magia e Feitiçaria.

Em sua rotina de feitiços, poções e defesa contra magia negra, Harry começa a ouvir vozes, a ver mensagens sinistras pelas paredes, e para piorar, irá enfrentar monstros e a encarnação de seu inimigo número um, o Lorde Voldemort.

Para Potter, uma criança sem família e rejeitada pelos tios, estar em Hogwarts é tudo. Mas neste livro, o jovem mágico precisará superar a desconfiança de quase todos na escola, devido as tragédias que estão acontecendo no colégio. Infelizmente sua situação fica ainda mais complicada quando sua amiga Hermione, é atacada por um monstro e se transforma numa estátua.

O que resta ao herói é tentar resolver o mistério sozinho, onde mais uma vez, ele enfrentará um terrível bruxo das trevas. O final além de divertido, é surpreendente.

3. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – 1999

As aulas estão de volta a Hogwarts, e Harry Potter está ansioso para voltar à escola.

Na terceira aventura da série, Potter junto com seus dois melhores amigos, Hermione e Rony, irá enfrentar o perigoso bruxo Sirius Black, um fugitivo da prisão de Askaban, e aquele que traiu seus pais.

A aventura está recheada de ação, humor e magia, e mais uma vez Harry Potter terá que provar suas habilidades para derrotar as forças do mal.

4. Harry Potter e o Cálice de Fogo – 2000

No quarto livro da série, escrito por J. K. Rowling, Potter enfrentará muitos perigos.

Mas isso não deterá o jovem aluno de Hogwarts, já que em seu quarto ano na escola, Harry poderá colocar em prática novos feitiços, novas poções e ainda conseguirá prever o futuro.
Pena que acontecimentos inesperados estão a caminho…

Seu maior inimigo, o Lord Voldemort irá recrutar seus antigos aliados e parceiros do mal para voltar a dominar o mundo dos bruxos.

Potter terá que impedí-lo e, ainda resolver outro grande problema: conquistar o coração de Cho Chang, uma bela jogadora de quadribol.

Além de todos os novos desafios, Harry terá que lidar com os problemas comuns da adolescência: amor, amizade, aceitação e rejeição.

Harry Potter é o tipo de livro que fascina, surpreende, e prende a atenção até o último segundo.

5. Harry Potter e a Ordem da Fênix – 2003

Neste quinto livro, a escritora J. K. Rowling, oferece aos fãs de Harry Potter, a mais longa das aventuras do aprendiz de feiticeiro: o livro conta com cerca de 255 mil palavras, pesa 800 gramas e tem tudo para surpreender os leitores.

Já adolescente, Potter vai amadurecendo aos poucos, e em a Ordem da Fênix terá de enfrentar mais uma vez o vilão Lorde Voldemort e seus Comensais da Morte, para recuperar sua alma.

A história está mais complexa e prenderá ainda mais o leitor com desenvolvimento dos personagens, assim como nos livros anteriores.

O clima ficará tenso e conturbado, e durante esta aventura, Potter passará pela tristeza de perder um dos seus melhores amigos.

Para os fãs, as surpresas serão muitas, e esta é mais uma aventura imperdível.

6. Harry Potter e o Enigma do Príncipe – 2005

O livro mais esperado da série, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, traz a história do sexto ano de Harry Potter na escola de Hogwarts.

Nesta aventura, Potter ficará animado com as aulas particulares que irá receber do professor Dumbledore, o bruxo mais respeitado de todo o reino mágico.

Harry está bem longe de ser aquele menino que vivia na casa de seus tios, e em meio à batalha entre o bem e o mal, o poder de Voldemort e seus seguidores aumenta dia após dia.

Potter se vê cada vez mais isolado, a medida que os rumores de que ele é o eleito e o único capaz de derrotar o Lorde das Trevas, se espalha.

Aos poucos muitas peças do quebra-cabeça criado pela escritora, J. K. Rowling começam a se encaixar, e o final de Harry Potter e o Enigma do Príncipe e de tirar o fôlego.

7. Harry Potter e as Relíquias da Morte – 2007

Se você ainda não leu, é melhor ir se preparando porque em Relíquias da Morte, o vilão Voldemort estará ainda mais forte.

Só que desta vez Potter contará com a ajuda dos seus leais amigos Rony e Hermione.

Na batalha do bem contra o mal, Harry e seus amigos precisarão encontrar e aniquilar as Horcruxes, além de encontrar as Relíquias da Morte para ajudá-los a combater o mal.

Na sétima edição do livro, a escritora J. K. Rowling caprichou na história, com ação do início ao fim.

Alguém ainda duvida do sucesso da série Harry Potter?

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China: o império do século 21

por Paulo2-fev-08

em Cultura

Estamos às vésperas das Olimpíadas de Pequim, e sempre há a curiosidade de conhecer melhor o país em que serão realizados os Jogos Olímpicos.

Muralha da China

Imagem por exfordy

Pelos números e estatísticas, a China é um gigante em todos os sentidos. Sua economia cresce rapidamente e sua cultura se mantém tradicional, com grande influência sobre as outras culturas asiáticas.

Confira algumas estatísticas importantes sobre a China:

  • Sua população beira 1,3 bilhão de habitantes;
  • Força de trabalho: 45% na agricultura, 31 % em serviços e 24% na indústria;
  • PIB: projeção de mais de 3000 bilhões de dólares para 2007;
  • Escolaridade: em 2000, possuía 62,9% dos alunos matriculados no ensino médio. Em 2005 o índice subiu para 64,3 %;
  • Expectativa de vida: em 2000 era de 70,3 anos, já em 2005 subiu para 71,8 anos.

Como podemos comprovar, os números representam que a China está em franca expansão e embora 45% da sua população viva no campo, cada vez mais, boa parte do país deixa de viver na miséria e vai mais para a escola.

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1808 e a Corte Portuguesa no Brasil

por Paulo16-jan-08

em Cultura

Há 200 anos um fato histórico mudou a história do Brasil. A chegada de D. João VI e a corte portuguesa ao Brasil transformaram a principal colônia portuguesa na sede de seu governo.

Não podemos deixar de citar que os anos anteriores à chegada do rei, causaram marcas profundas nas estruturas do país, ou seja, o período colonial e a escravidão. Mas é inegável que com a chegada da coroa o país entrou no 9º mês de gestação.

A mudança para o Brasil não era uma questão nova, já que com qualquer hipótese de guerra contra a Espanha ou qualquer outro oponente europeu, a coroa considerava a alternativa de transferir-se para sua principal colônia.

Mas foi diante das ameaças do francês Napoleão Bonaparte que D. João resolveu mudar-se para o Brasil. E a 22 de janeiro de 1808 o príncipe-regente aportava na Bahia e onde assinou a carta-régia de 28 de janeiro de 1808, conhecida como Abertura dos portos às nações amigas, entre elas a Inglaterra.

Embora tivesse aportado na Bahia, por questões de segurança, D. João decidiu fixar-se no Rio de Janeiro, pois era o Rio que possuía o maior número de fortificações.

A chegada da família real no Rio de Janeiro em 8 de março foi realizada com grande pompa. As festas duraram nove dias, contando com a presença de governadores, bispos e outras autoridades.

Familia Real no Brasil

Créditos: Pintura de Geoff Hunt, R.S.M.A – Coleção Particular de Kenneth H. Light

Após sua instalação, D. João tratou de organizar sua alta administração nomeando os ministros do Reino, da Marinha e Ultramar, da Guerra e Estrangeiros, criou o Erário, que depois foi transformado no Ministério da Fazenda, os conselhos, a Intendência Geral da Polícia e todas as outras áreas do governo.

A corte chegou empobrecida ao Brasil e encontrou um país abandonado do ponto de vista estrutural, já que na mesma época, as Américas espanhola e inglesa se encontravam muito mais desenvolvidas.

Para cobrir os gastos com a viagem e sustentar a famigerada corte portuguesa, que contava com cerca de 10 mil pessoas, o príncipe regente D. João precisou recorrer à Inglaterra para obter um empréstimo de 600 mil libras esterlinas. Daí nascia a dívida de 2 milhões de libras esterlinas que o Brasil herdou após a Independência.

Foi desse período que nasceu o famoso jeitinho brasileiro, já que ao criar o Banco do Brasil, os ricos fazendeiros da época tornaram-se acionistas do banco a troco de títulos de nobreza, comendas e nomeações para cargos públicos. Toda esta negociação era estimulada pela coroa, pois o dinheiro arrecadado com a venda dessas ações eram sacadas pela própria coroa.

De acordo com o historiador Oliveira Lima, outra forma de ganhar dinheiro com o jeitinho brasileiro foram s caixinhas cobradas nas concorrências e pagamentos de serviços. Diz-se que a comissão era de 17% sobre todos os pagamentos ou saques do tesouro público.

Mas em nenhuma outra época da história brasileira, viram-se mudanças tão rápidas e profundas no Brasil.

Principais realizações de D. João VI no Brasil:

  • Academia de Belas-Artes;
  • Banco do Brasil;
  • Biblioteca Pública;
  • Escola da Marinha;
  • Escola Médica;
  • Imprensa Régia;
  • Jardim Botânico;
  • Teatro Real.

Como podemos ver nesse breve artigo, as heranças deixadas pela passagem da corte portuguesa ao Brasil são inegáveis, sejam elas boas ou más. Arriscamos até a dizer que se não fosse esse acontecimento histórico o Brasil não seria o que é hoje.

Não me pergunte se poderia ter sido melhor ou pior sem esse fato, porque essa questão seria um belo tema para uma tese acadêmica, e isto levaria alguns anos para se chegar a alguma conclusão.

Mas com toda a certeza a vinda da Corte Portuguesa ao Brasil, mudou o curso da história do nosso país.

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